terça-feira, 8 de janeiro de 2008

"PEDAGOGIA E PEDAGOGO PARA QUÊ?"

O TEXTO ABAIXO FOI PUBLICADO EM UMA LISTA DE DISCURSÃO A RESPEITO DO TEMA VEICULADO NO TÍTULO DESTE TEXTO.
O título deste texto é também o título do livro de José carlos Libaneo onde este autor discute a formação de professores e pedagogos, bem como o prórpio curso de pedagia.

PEDAGOGIA E PEDAGOGOS PARA QUÊ? (Resumo do livro de José Carlos Libâneo) Por: Kaikuxi Nesta obra José Carlos Libâneo coloca em evidência o tema a formação de professores e pedagogos, bem como o curso de Pedagogia. Segundo seu estudo a análise do contexto histórico, proporciona a compreensão dos fatores que foram, determinantes na arquitetura do desenho curricular do curso de pedagogia, nesta perspectiva sua posição conflita com a posição da ANFOPE. Defendendo a tese que julga de natureza pública defende a educação para todos, a melhoria da formação dos professores, a melhoria da gestão e supervisão das escolas e da organização do trabalho pedagógico, não concorda com a tese defendida pela ANFOPE, que defende a tese da identificação do curso de pedagogia, ou seja, uma licenciatura. A opção pela identificação pela docência, a seu ver comprometeu as características ?positivas do curso de pedagogia regido pelo parecer nº 252/69?, pois sobrecarregou o currículo com disciplinas voltadas especificamente para a formação de professores das séries iniciais do ensino fundamental em detrimento das disciplinas teóricas tais como: fundamentos da educação, currículo, avaliação, teorias da educação, como também as disciplinas relativas às habilitações como princípios e métodos da administração escolar, fundamentos da supervisão e orientação educacional, planejamento educacional, medidas educacionais, práticas de gestão, métodos e técnicas de pesquisa. Contrariamente ao que postula a ANFOPE, Libâneo aponta para a redução do campo de atuação de trabalho do pedagogo, considerando que na área educacional em algumas situações como no exercício das metodologias ficaria em desvantagem frente aos profissionais de área específicas. O fato dos próprios pedagogos abrirem mão de sua identidade profissional fechando suas identidades representativas como a Associação dos Supervisores Educacionais e Federação Nacional dos Orientadores Educacionais e quando algumas faculdades de educação transformaram o Curso de Pedagogia em Licenciatura para Formação de Professores do Ensino Médio e Séries Iniciais e as reduções da formação de especialistas a seu ver acabaram por descaracterizar o campo teórico investigativo da Pedagogia e demais ciências da educação. Entendendo a Pedagogia como uma das ciências que estuda a educação como uma prática (e um fenômeno) complexa e multidiferencial, o autor retoma a reflexão sobre o Curso de Pedagogia e o profissional pedagogo, face a reformulação orientada por novos parâmetros curriculares nacionais. E certamente suas análises contribuirão para a formulação de um novo desenho curricular para o Curso de Pedagogia que possa responder a questão Pedagogia e pedagogos para quê? KAIKUXI .
CMI Brasil
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O texto abaixo será melhor entendido se acessado a discussão na íntegra, esta pode ser vista clicando nete link:


Bem, saindo um pouco do foco da questão inicial e tentando compreender os comentários dos amigos, penso que a nossa educação está de fato capenga em quase todos os sentidos. O fato é que não consigo ver uma aplicação real na escola das diversas matrizes teóricas que são passadas em qualquer curso de formação e ministradas para profissionais que vão atuar na área de educação.
O que se vê normalmente nas escolas são intervenções realizadas sem nenhum objetivo e feitas aleatoriamente sem adoção de linhas teóricas e muita improvisação. O espaço da escolar é diferenciado, as intervenções deveriam ser feitas com base, de caso pensado e objetivo definido. Intervenções mal feitas são realizadas a todo o momento sem base teórica ou científica; na família e nos grupos sociais diversos.
Um outro problema pode ser visualizado na prática da maioria dos professores das diversas áreas de formação. Vamos pensar em um professor com formação em Geografia: realiza um curso completo na sua área específica e faz algumas disciplinas para a licenciatura, muitas vezes até com pouco agrado. A escola não é um ambiente neutro ela é suscetível a tudo aquilo que permeia a sociedade, isto é, tudo aquilo de bom ou ruim que acontece pela cidade a fora termina chegando à escola de maneiras diversas. É nesse ponto que entra a formação ampla, pois o professor bem formado, atualizado e em sintonia com as questões da educação; vai muito além da ministrarão de conteúdos, que não deixam de ser muito importantes. Mas, na escola também se contribui para formação da personalidade, da identidade do sujeito e do sujeito para o mundo e do cidadão para a sociedade; cidadão esse emocionalmente equilibrado e capaz de respeitar as diferenças individuais sociais e regionais, dentre diversas outras coisas.
O que se vê normalmente em nossas escolas são conteúdos veiculados sem compromisso, improvisação... Um foço entre a ciência, a teoria e a prática. È deixado de lado o sujeito, a família, a sociedade e o mundo no qual ao aluno mantém uma rede de relações. São essas lacunas que teoricamente o pedagogo deveria preencher e em muitos casos fazem isso melhor como ninguém, depende muito da escola em que foi formado. Mas devemos pensar esse profissional como alguém com passagem pelas diversas ciências, metodologias e práticas que o qualificam para tal profissão.
Os professores também precisam lidar melhor com todas as questões aqui colocadas, mas infelizmente não é sempre que os vemos assim agirem, talvez por isso seja necessária uma Orientação Educacional; nada de forma vertical, tudo na base da discussão e da mesa redonda. Também de uma Supervisão para acompanhar o adequado andamento dos trabalhos, digam-se de passagem, muitas pessoas precisam de acompanhamento. Os professores formados em suas áreas específicas às vezes não têm tempo e outras não tem formação para lidar com todas as questões aqui mencionadas.
É por isso que é tão importante a presença dos profissionais da educação em uma escola. Profissionais estes com uma formação hoje muito solicitada: quem acompanha os concursos para empresas como CBTU, INSS, SEPLAG e seleção para muitas empresas privadas, pode perceber que esses profissionais são muito solicitados. Não desejei aqui desmerecer os colegas que freqüentam esse espaço, mas sim produzir conteúdo para uma reflexão sobre a escola, pedagogos e professores, estes muito contribuem para a educação em nosso país, são na verdade a mola mestra da educação.
Penso ainda que o Pedagogo deve ser um sujeito investigativo, que saiba pesquisar, conheça as matrizes teóricas da educação e as questões dessa em nosso país, tenha uma base das diversas ciências e acima de tudo uma consciência crítica aguçada.
Pessoalmente acho que devemos ser coerentes ao colocarmos nossa opinião, deixando de lado o descontrole emocional, a vaidade e as desavenças pessoais. Assim seremos mais acreditados ao falarmos e faremos desse espaço um local onde possamos aprender mais.
Quem adota uma posição deve ter motivos e base para tal adoção e a explanação coerente desses motivos, a argumentação a favor ou contra determinada linha de pensamento, é que vai contribuir para o aprendizado de todos que acessam esse local.
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Um feliz 2008 para todos.
E. Araújo

Um comentário:

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